Com a proximidade do período de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, muitos contribuintes começam a se preparar para reunir as informações necessárias para a declaração referente ao ano-calendário de 2025. A organização antecipada da documentação é uma medida importante para facilitar o preenchimento dos dados e reduzir o risco de inconsistências junto à Receita Federal do Brasil.
Separar recibos, comprovantes e informes de rendimentos com antecedência ajuda a evitar omissões de informações e diminui as chances de retenção da declaração na chamada malha fina. Além disso, permite ao contribuinte identificar eventuais documentos faltantes antes do início do prazo oficial de envio.
Documentos pessoais e declaração anterior
Um dos primeiros passos é reunir os documentos básicos necessários para o preenchimento da declaração. Entre eles, destaca-se o recibo da última declaração de Imposto de Renda, que contém informações importantes para a importação de dados no programa da Receita.
Também é recomendável manter à disposição:
- CPF do titular;
- CPF do cônjuge, dependentes ou alimentandos;
- título de eleitor;
- endereço atualizado;
- informação sobre atividade profissional.
Caso o contribuinte não possua mais o recibo da declaração anterior, é possível recuperar o documento por meio da conta no portal gov.br, disponível nos sistemas da Receita Federal do Brasil.
Separe seu Informe de Rendimentos
Outro documento essencial para a declaração é o Informe de Rendimentos, fornecido por empregadores, instituições financeiras e demais fontes pagadoras.
No informe constam dados como:
- valores recebidos ao longo do ano;
- imposto de renda retido na fonte;
- contribuições previdenciárias;
- outras informações utilizadas no preenchimento da declaração.
Esses dados são fundamentais, pois as fontes pagadoras também encaminham essas informações à Receita Federal do Brasil, que posteriormente realiza o cruzamento com a declaração do contribuinte.
Comprovantes de despesas dedutíveis devem ser guardados
Os contribuintes que tiveram despesas passíveis de dedução no Imposto de Renda devem manter organizados os respectivos comprovantes.
Entre os gastos que podem impactar o cálculo do imposto estão:
- despesas com educação;
- consultas e procedimentos médicos;
- tratamentos odontológicos;
- contribuições para previdência privada.
É importante que os documentos sejam válidos e contenham todas as informações necessárias para comprovação. Despesas médicas, em especial, costumam ser alvo frequente de verificação nos processos de cruzamento de dados realizados pela Receita Federal do Brasil.
Aquisição ou venda de bens precisa constar na declaração
Transações envolvendo bens também devem ser informadas na declaração do Imposto de Renda.
Entre os exemplos mais comuns estão:
- compra ou venda de imóveis;
- aquisição ou alienação de veículos;
- negociação de embarcações ou aeronaves;
- outros bens de valor relevante.
Caso tenha ocorrido ganho de capital na venda de algum bem, o contribuinte deve utilizar o programa GCAP para calcular o imposto eventualmente devido.
Nesses casos, é necessário informar dados como data da operação, valores envolvidos e documentos que comprovem a transação.
Extratos bancários e investimentos também devem ser conferidos
Outro ponto importante na preparação da declaração é reunir os extratos bancários referentes ao ano-calendário de 2025.
O contribuinte deve verificar:
- extratos de contas correntes e poupança;
- informações de aplicações financeiras;
- dados de contas mantidas no exterior.
Para quem não se recorda de todas as instituições financeiras com as quais possui relacionamento, existe a possibilidade de consultar essas informações por meio do sistema Registrato, disponibilizado pelo Banco Central do Brasil.
Comprovantes de pagamentos e pensões
Também é importante separar recibos de pagamentos realizados ao longo do ano, como:
- pagamentos a profissionais ou prestadores de serviço;
- doações realizadas;
- valores pagos a título de pensão alimentícia.
Essas informações podem influenciar diretamente no cálculo do imposto a pagar ou no valor da restituição.
Cruzamento de dados exige atenção do contribuinte
A Receita Federal do Brasil utiliza sistemas informatizados que realizam o cruzamento de dados entre diversas fontes de informação, incluindo empresas, bancos, instituições financeiras e prestadores de serviços.
Esse mecanismo permite verificar a compatibilidade entre os rendimentos informados e os dados recebidos pelo Fisco, identificando eventuais divergências ou omissões.
Por isso, a conferência cuidadosa dos documentos antes da entrega da declaração é fundamental para evitar questionamentos posteriores.
Preparação antecipada pode evitar erros
A organização prévia dos documentos é uma das formas mais eficazes de tornar o processo de declaração mais simples e seguro.
Separar com antecedência informes de rendimentos, comprovantes de despesas dedutíveis, extratos bancários e documentos relativos a bens facilita o preenchimento correto das informações e reduz o risco de inconsistências.
Além disso, iniciar essa preparação antes da abertura oficial do prazo de entrega permite ao contribuinte localizar documentos pendentes e revisar os dados com mais tranquilidade.
