A partir de janeiro de 2026, entram em vigor os novos valores de contribuição ao INSS para trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos, trabalhadores avulsos, autônomos e MEIs. As mudanças refletem o reajuste de 3,90%, baseado na inflação de 2025 medida pelo INPC, e foram oficializadas pelo Ministério da Previdência Social.
Com isso, o teto dos benefícios do INSS foi elevado para R$ 8.475,55, ante R$ 8.157,41 no ano anterior.
Como funcionam as novas alíquotas para empregados
Para quem trabalha com carteira assinada, a contribuição continua sendo progressiva, ou seja, cada percentual incide apenas sobre a parte do salário que se enquadra em cada faixa — modelo em vigor desde a Reforma da Previdência de 2019.
Confira as faixas válidas a partir de janeiro de 2026:
- Até R$ 1.621,00: 7,5%
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
O desconto começa a ser aplicado sobre o salário de janeiro, com impacto direto no pagamento realizado em fevereiro.
Quanto o trabalhador paga, na prática?
Com o novo salário mínimo de R$ 1.621, a contribuição inicial passa a ser de R$ 121,58. Já quem contribui pelo teto do INSS terá um desconto aproximado de R$ 988,09. Os valores variam conforme a remuneração, sempre respeitando o cálculo progressivo.
Contribuintes autônomos e facultativos
Para autônomos, facultativos e donas de casa de baixa renda, o recolhimento também foi atualizado:
- Alíquota de 11% sobre o salário mínimo: opção voltada a quem contribui como pessoa física, com direito apenas à aposentadoria por idade no valor mínimo.
- Alíquota de 20%: permite contribuir sobre qualquer valor entre o mínimo e o teto do INSS, garantindo acesso a todos os benefícios previdenciários, conforme as regras vigentes.
MEI: novo valor da contribuição mensal
O Microempreendedor Individual (MEI) passa a contribuir com R$ 81,05 por mês, equivalente a 5% do salário mínimo. Além disso, continuam sendo devidas as taxas de ISS e/ou ICMS, conforme a atividade exercida, recolhidas via DAS.
Com os pagamentos em dia, o MEI mantém acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, desde que cumpridas as carências legais.
Salário-família também foi reajustado
Outro ponto importante para 2026 é a atualização do salário-família. O benefício passa a ser de R$ 67,54 por filho, para trabalhadores com remuneração mensal de até R$ 1.980,38. Acima desse limite, não há direito ao pagamento.
O valor é pago mensalmente junto ao salário ou benefício previdenciário e deve ser solicitado ao empregador ou diretamente ao INSS, mediante apresentação da documentação exigida.
fonte: Portal Contábeis, com informações de Folha de S. Paulo
